Gente, 1 artigo meu foi publicado na Revista Dochis, nele eu falo sobre o grupo CoBrA, importante movimento artístico do séc. passado. Quem quiser me ler lá, este é o link:
Desde que comecei este Ego e a divulgar aqui minha arte, muita gente me pergunta se os desenhos estão à venda e como poderiam ser comprados. Assim, diante de tantos pedidos, decidi abrir a Lojinha!!! É isso, aí está, entrem à vontade, remexam as prateleiras e se divirtam. Sem mais palavras, e só imagem, aí está o caminho, garanto que ele é riscado e colorido:
Existe uma canção do Fito Paez, que não sei porque, me leva pra um canto da memória tão bom, um lugar em que eu era criancinha junto com meus irmãos e andávamos por uma rua bonita com meus pais... Por que será que uma música consegue fazer isso?
arte: cris alcântara
Mariposa Technicolor Fito paez
Todas las mañanas que viví todas las calles donde me escondí el encantamiento de un amor el sacrificio de mis padres los zapatos de charol los domingos en el club salvo que cristo sigue allá en la cruz las columnas de la catedral y la tribuna gritan gol el lunes por la capital
Todos giran y giran todos bajo el sol se proyecta la vida Mariposa technicolor cada vez que me miras cada sensacion se proyecta la vida cada vez que me miras Mariposa technicolor
Vi sus caras de resignacion los vi felices llenos de dolor ellas cocinaban el arroz el levantaba sus principios de sutil emperador
Todo al fin se sucedió solo que el tiempo no los esperó la melancolia de morir en este mundo y de vivir sin una estupida razon
Yo te conozco de antes desde antes del ayer yo te conozco de antes cuando me fui no me alejé llevo la voz cantante llevo la luz del ayer llevo un destino errante llevo tus marcas en mi piel y hoy solo te vuelvo a ver
Te vi Juntabas margaritas del mantel Ya sé que te traté bastante mal No sé si eras un angel o un rubí O simplemente te vi
Te vi Saliste entre la gente a saludar Los astros se rieron outra vez La llave de Mandala se quebró O simplemente te vi
Todo lo que diga está de más Las luces siempre encienden en el alma Y cuando me pierdo en la ciudad Vos ya sabés comprender Es solo un rato no más Tendría que llorar o salir a matar Te vi, te vi, te vi Yo no buscaba a nadie y te vi
Te vi Fumabas unos chinos en Madrid Hay cosas que te ayudan a vivir No hacías outra cosa que escribir Y yo simplemente te vi
Me fui Me voy de vez en cuando a algún lugar Ya sé, no te hace gracia este país Tenías un vestido y un amor Yo simplemente te vi"
Eu adoro surpresas. Meu marido/namorado/amor da minha vida/guru/travesseirinho, me fez uma surpresa linda na última sexta. Cheguei de viagem e vi um carro cheio de flores e uma sacola de presente no banco da frente. Fiz de bobinha como toda mulher inteligente, mas sabia que ali naquela sacola tinha...
Depois, ele encheu a casa com as flores, (exagero de apaixonada, eram só duas violetas e uma orquídea linda) e me deu o presente. Ele sempre acerta do alto do seu perfeito bom gosto: ganhei a melissinha dos irmãos campana, os meus designers favoritos...
Antes de começar este post quero pedir desculpas a todos os amigos que fiz neste blog, todos os leitores antigos e possíveis futuros visitantes. Todos aqueles que de uma maneira ou de outra se sintam ofendidos pelo que vou contar e confessar:
Desde que me formei, há mais ou menos 6 anos atrás, percebo meus amigos da mesma profissão e de outras, numa crescente correria em torno dos famigerados concursos. Desde então, observo de camarote o espetáculo dos concurseiros, a sede por um salário de 5, 6, 10, 15 mil reais e a total desimportância ao que se vai fazer para ganhá-lo. Uns dizem que vão prestar pra trabalhar em banco e outros, imaginem só, pra serem polícia federal. Enfim, nunca entendi muito bem isso, amigos designers, arquitetos, biólogos, piscólogos... Todos atrás do tal salário vindo do tal concurso. O concurso se transformou no "eu quero ser quando crescer" da nossa geração. As mães já não perguntam mais aos filhos: "querido, o que você vai ser quando crescer?" mas sim, "querido pra que você vai prestar concurso quando crescer?" É a total falta de talento, é a ode ao talento para decorar leis idiotas, regras imbecis e questões de raciocínio lógico totalmente inúteis. Enfim, é o fim do talento por uma profissão. Médicos, veterinários, engenheiros, bombeiros... Onde está a vontade de fazer algo pra vida toda e ser feliz fazendo aquilo?
Desde criança ouço minha linda mãe me dizendo a seguinte frase: "não fala assim que a lingua paga!" Pra quem não é de Minas e não sabe o que isso significa, quer dizer: "olha que um dia você vai estar nesse lugar!" Dito e feito, ontem, a necessidade fez o ladrão e eu fui um destes, eu, PRESTEI CONCURSO!!!!
Não me pergunte para fazer o que, sei que o nome do cargo é ANALISTA EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA JUNIOR - GERAL. O geral significa que pessoas de todas as áreas podiam prestar. Ou seja, médicos, arquitetos, artistas e cozinheiros que tenham o terceiro grau: estão dentro!!!
Tenho ainda muito o que lhes contar. Contar sobre a prova e sobre a sensação de estar ali, naquele contexto único, porque, meus amigos, aquilo é um espetáculo... Mas por enquanto, preciso respirar... Sendo assim, este post continua amanhã.
PS: Vai aí um texto do saudoso Seu Totonho, ele já havia previsto isso há simplesmente 4 anos atrás...
"Eu acho que daqui a 3 anos a maioria de vocês, a juventude, estará no serviço público. O Estado nas mãos do Lulão vai ficar gigante. Pode ter certeza disso. O Brasil continuará liberal só da porta pra fora, aqui dentro será uma grande repartição pública. Li dia desses que o desemprego pra quem tem curso superior cresce a cada estatístca, ao contrário, quem estudou apenas até a 4a série arruma emprego, ganha mal é claro, mas nesse caso, existem mais vagas. Li também que apenas nesse ano o governo federal vai oferecer 50 mil vagas em cargos públicos. Leia-se: vai ter concurso pra tudo quanto é coisa. Meu neto tem que pegar uma bocada dessas. Pense também. E pense bem, serviço público sempre foi garantia de voto nas próximas eleições. Se pagar em dia o funcionalismo, político é reeleito. Dinheiro na mão do funcionário público movimenta a economia. O pai paga a escola, o leite, as família fica feliz. O PT quer isso. O PT sempre quis ser o paizão do trabalhador, e será. A única coisa que sobrou no clichê da bandeira vermelha do PT foi o grande Estado. O próprio governo no primeiro ano foi um cabide de emprego, sei lá quantos ministérios, tantos completamente inúteis. Vocês serão completamente inúteis. Inúteis se encontrarão no escritório pra trabalhar. Eu iria de palitó pra poder pendurar na cadeira. E você?"
(Elucubrações do seu Totonho, um aposentado - retirado do site http://www.otremdedoido.blogspot.com)
Dois Pra Lá, Dois Pra Cá. Na voz de Elis Regina. Uma canção contada. Eu sempre quis ilustrar.
Sentindo o frio Em minha alma Te convidei prá dançar...
Meu coração traiçoeiro Batia mais que o bongô Tremia mais que as maracas Descompassado de amor...
Minha cabeça rodando Rodava mais que os casais O teu perfume gardênia E não me perguntes mais... Eu hoje, me embriagando De wisky com guaraná Ouvi tua voz murmurando São dois prá lá Dois prá cá...
No dedo um falso brilhante Brincos iguais ao colar E a ponta de um torturante Band-aid no calcanhar...
Hoje é aniversário da minha irmã! Ainda não saí pra comprar seu presente... Na verdade, não sei bem o que comprar...É que ela é daquele tipo de pessoa que tem tudo! E eu não sei bem se acerto no objeto. São 11 da manhã! Tenho que ir pro trabalho às 3 e saio às 6, quando tudo já vai estar praticamente fechado. Mentirinha minha, shoppings só fecham as 10. Mas sabe, trânsito, estress...Isso nem combina com minha irmã! Não vou comprar algo pra ela num clima assim, afinal, ela é zen! Acho que vou é agora mesmo fazer eu mesma o presente! Espero que ela goste, afinal, acho que essa é a parte boa de ter uma irmã artista e a parte boa de ser artista, assim eu mesma faço o presentinho. E presentes feitos são aqueles que não podem ser trocados e a pessoa mesmo que não goste se sensibiliza com o gesto! Bom, vou lá... mãos a obra!
Hoje vi uma matéria na TV sobre um novo filme nacional chamado "Bodas de papel". O filme parece bom. No mais, adorei o conhecimento quase inútil passado pelo diretor do filme. Eu não sabia que existiam bodas de papel. Só conhecia bodas de ouro, prata e etc... Entretanto, quando o casal completa um ano juntos ele comemora as Bodas de Papel! Achei lindo e inspirador, e aliás, é um material que gosto bem mais, não me atrai nadinha o ouro, a prata e tudo que me lembre esse fascínio por jóias que muitas pessoas têm. Viva o papel, viva as bodas de papel e viva as bodas de papel que comemorei há 6 meses atrás! E assim, vamos os dois escrevendo nossa historinha, no papel com muita tinta e cor, e na vida, claro :)