Do clássico ao pão de queijo
Não gosto nem da noite, nem das manhãs, eu gosto mesmo é das tardes. Quando eu era criança adorava as tardes em frente à "sessão da tarde", eu ficava em frente a TV da "sala de visitas" da minha casa, assitindo escondida e quietinha demais aos filmes que naquela época a Globo exibia. Escondida porque na minha casa a "sala de visitas" era meio isolada, era só pra momentos especiais, enfim, só para as visitas mesmo. Então era bom ficar ali. Me lembro demais dos filmes do Elvis, e daqueles MARAVILHOSOS filmes do Jerry Lewis. Mas também me lembro de coisas que na época eu não entendia muito bem, cenas de adulto, frases que eu não compreendia mas que achava lindas. Me lembro perfeitamente de um filme do Astaire. Ele sentado numa varanda linda, do lado de uma piscina com um drink colorido na mão. Depois de um tempo ele começava a cantar com aquela vozinha suave e dançava com alguma das mulheres da cena. Eu também ficava tentando entender de onde é que surgia aquela música.

Escrito por Cris às 21h27
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... e a vida continua...
Voltei a reparar as coisas bestas e simples da vida, ou melhor, tenho voltado a ter pensamentos bestas sobre as coisas simples da vida. Sei muito bem qual foi o primeiro dia desses em que voltei a reparar nessas coisas: entrando num estacionamento de um shopping em que vou sempre, dei de cara não com uma dessas mulheres sorridentes, ou nao, que nos dizem boa tarde e entregam o cartão, mas sim, com uma máquina chata, que pede pra que eu aperte um botão e ainda diz, coloque o cinto de segurança, obrigado! Tenho pena disso, ao mesmo tempo que acho patética a idéia aquela profissão pra qualquer ser humano, também não me conformo de ter que conviver dessa forma com as máquinas. As vezes gostaria que o caixa eletrônico do meu banco fosse um homenzinho ou uma mulherzinha de carne e osso, e que me dissessem coisas menos objetivas do que a máquina, do tipo, não mas existe um jeito mais fácil, ou, nossa, tá calor hoje né... Enfim... assunto trivial pra dizer que voltei, meus amigos, o Ego nao desiste, afinal, um ego é grande demais pra nao voltar, crescer... e aparecer: de novo.
Escrito por Cris às 23h17
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