Simplesmente, sobre o nada.

Num belo dia eu descobri mais alguém pra minha lista rara de pessoas seinfeldianas. E sobre o que dois seinfeldianos conversam? Sobre o Nada (o que na verdade é Tudo).
Então, eu e ele resolvemos falar, e logo, percebemos aos poucos que tínhamos semelhanças e que fazíamos parte de um restrito grupo. A certeza veio quando começamos a relembrar episódios de Seinfeld. Então, uma lâmpada brilhou sobre nossas cabeças seinfeldianas: Por que não fazer um blog pra falar estritamente sobre Seinfeld?!

E assim, nasceu o Sobre o nada! De autoria de Ronald Rios e eu, Cris Alcântara. Com certeza você jamais viu e leu nada igual. É o primeiro site sobre Seinfeld do Brasil (de acordo com pesquisa) e certamente um dos melhores do mundo! E isso é sério!

www.sobreonada.blogger.com.br


Escrito por Cris às 22h07
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As bonecas morrem!

Achei hoje a minha boneca da Emília! Ela estava com as trancinhas do cabelo desfeitas, o pescoço quebrado, o vestido rasgado e um olho estourado! A boneca da Emília morreu!
De repente, veio correndo a minha antiga boneca da Mônica, apareceu lá do fundo do armário, ela queria me dar um abraço e dizer que ficou com saudades, mas ela também estava toda quebrada, velha, os dentões encardidos e uma perna solta! Nem conseguiu chegar perto, caiu antes. Encontrei também a Barbie, só o rosto, sem cabelos, nem maquiagem, a Barbie estava feia, suja e sem o nariz!
As bonecas morreram...

PS: Eu pensei em ilustrar a cena, mas acho melhor não, vocês andam ficando muito mal acostumados, esse blog anda ilustrativo demais!
PS 2: Na verdade esqueci onde coloquei o lápis de desenho.

Escrito por Cris às 23h27
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Um diálogo entre um crítico de arte e um artista.

Crítico: - Acho que você conseguiu abreviar de uma forma inusitada o que sentimos nos momentos de espera em uma sala de aeroporto!

Artista: -Pois é, eu procurei nessa vídeo-instalação-performática-radioativa fazer com que o espaço da sala de espera de aeroporto levasse a uma total reflexão do receptor da arte, tá compreendido? Como se as sensações onipresentes dessa atmosfera atingissem de maneira até metafísica o espectador da minha obra...

Crítico: -Justamente, foi isso que eu percebi! Vou escrever um artigo falando sobre essa sua forma interdisciplinar de fazer com que tantos elementos, até mesmo elementares, figurassem de maneira tão...Tão...Tão...abstratizante!


Crítico conversando comigo após ver uma das minhas “singelas” pinturas.



Crítico: - Mas Cris, conceitua pra mim exatamente o que você quis dizer com a utilização de algumas referências tão antagônicas...

Eu: O que? Onde tem antagonismo nessa pintura? O senhor pode se explicar melhor?

Crítico: - Eu vejo um antagonismo entre a parte inferior do quadro. É como se os três homens de baixo estivessem de alguma forma pressionando para que os de cima desaparecessem, e isso tem até a ver com o mundo competitivo que vivemos, não é?

Eu: - Olha senhor, na verdade não é nada disso não. São apenas 3 dançarinos... Os de cima são os mesmos dos de baixo, meio que espelhados...Sinceramente, a referência veio dos musicais das décadas de 60, Gene kelley, Fred Astaire...

Crítico: - Claro, é disso que eu estava falando, dessa sincronia entre o contemporâneo e o arcaico...O clássico...Vejo isso de forma predominante nas cores, aliás, porque você utilizou o amarelo?

Eu: - Mas moço, eu não utilizei o amarelo.


Escrito por Cris às 22h26
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Uma brasa como diria Roberto e Erasmo: Minha mãe nos anos 60.



Imagina...Nessa época o Roberto Carlos era novinho, ele e todo mundo da Jovem guarda. A gente falava era assim: o pessoal da Jovem Guarda. Pois é, minhas roupas aí são bem o estilo deles. Anos 60, corrente de ouro, faixa nos cabelos, lápis preto nos olhos com aquela puxadinha assim na lateral, ficava lindo. Eu gostava lá da loja de discos. Tinha um senhor que só comprava long play de clássicos, ele conhecia todos, Mozart, Bethoven... Ele chegava na Loja e pedia pra ir passando as faixas, ficava quietinho ouvindo e então decidia e falava “ vou levar esse aqui ”!
O Ronivon era o Príncipe, ele era bonito mesmo, todas as moças adoravam. Chico Buarque eu não gostava muito não, gostava mais dos Vips, dos Golden Boys, eles tinham umas músicas bonitas. Essa foto aí foi em um dia que passou um fotógrafo lá na loja, eu era linda, né? Todo mundo dizia. E eu nem imaginava que tantos anos depois minha filhinha Cris ia colocar essa linda fotografia nesse tal de blog dela! Que engraçadinho, ficou mesmo uma brasa, como diriam o Roberto e o Erasmo!


Escrito por Cris às 22h38
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Meus óculos, Jerry Lewis, molduras, ver e olhar. E, incrível, né?



Quando eu era criança era alucinada pelos filmes do Jerry Lewis. Não mudou nada, ainda sou. E o que mais gostava, e gosto nele, são os óculos. Eu queria usar óculos e quebrar um braço, achava lindo o gesso. Depois essa vontade passou. Mas hoje, tempos depois, eu estou de óculos. Isso começou a acontecer ontem, mas é coisa básica, não virei ainda uma 4 olhos, uso só quando tenho que ler por muito tempo ou dirigir.
Mas enfim, o que isso tudo tem a ver com Jerry Lewis??? Bem, só queria dizer que consegui encontrar para comprar óculos parecidos com os dele. São iguaizinhos, no formato e na cor! Incrível né?Portanto, realizei um sonho anos depois! E o que mais gosto, gosto mesmo, é da moldura que percebi que os óculos deixam em tudo. O escritor Sergio Cardoso tem uma definição muito inteligente sobre as diferenças entre o ver e olhar, é mais ou menos assim: O ver abrange sempre uma totalidade, é como a imagem de um todo, sem cortes. Já o olhar, fragmenta, destaca e cria o que chamamos de paisagem. E é aí que se encontram meus óculos, não é exagero, mas eu percebi que eles me ajudam a olhar melhor as coisas, não só porque melhoram meu leve astigmatismo, mas porque me dão uma moldura que vai então enquadrar, e destacar tudo, em paisagem. E por incrível que pareça, percebi também que já havia até alguma coisa de "sobrenatural" nisso tudo. É que já há algum tempo venho desenhando molduras nos desenhos que faço, incrível né? Ou é mais uma daquelas idiotices que pensamos em algum momento do dia?
Não sei, fato é que, de tudo isso o que realmente é importante é Jerry Lewis. Vou escrever um post sobre ele qualquer dia desses.

PS: Na imagem aí acima são mesmo os meus óculos! Incrível né?

Escrito por Cris às 16h15
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A volta do garoto enxaqueca e " agregar valores".

O garoto enxaqueca está de volta, e ele voltou escrevendo em Folhetim, numa antropofagia contemporânea individualizada em uma singularidade narrativa de si e sem dizer as palavras da moda que ele mais odeia: "Agregar valores".
Pois é, o garoto multimídia voltou! Quem quiser conferir : www.ofolhetim.zip.net

Escrito por Cris às 22h53
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Pensamentos idiotas que temos em alguma hora do dia.



Nos momentos de ventania eu gostaria de ser careca!

Mas só nos momentos de ventania!

Escrito por Cris às 23h10
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Conversando com Le Corbusier sobre mulas, ruas e chatice.



Sempre que eu leio os conceitos de Le Corbusier sobre “a vida perfeita nas cidades” me lembro daqueles livros antigos de medicina alternativa: Beba 2 litros de água, durma 8 horas por dia, caminhe, etc...Acho engraçado ler os pré-requisitos que ele determinava pra que uma cidade fosse “saudável”. E por mais que seja radical, as vezes é muito difícil discordar do que ele diz. Fico imaginando como seria conversar com ele e tentar entrar em discussão.

Le Corbusier: -As 8 horas de repouso continuado, a prática de esporte deve ser acessível a todos os habitantes da cidade. O esporte deve ser praticado bem ao lado de casa, bla, bla, bla...

Eu: -Mas senhor...Isso tudo é tão obvio, tão claro, e chato, chato demais! Eu adoro Brasília, gosto da facilidade que existe pra se chegar aos lugares (mas só quando é de carro) da ordem milimetricamente calculada das super quadras, da variedade das comerciais, gosto dos imensos verdes vazios e etc...Mas toda essa ordem é tão chata, tão chata quanto a voz de um médico dizendo que carne vermelha faz mal pra saúde!

Le Corbusier: -Mas escuta, todas as vezes que a linha for quebrada, interrompida, descontínua, pontuda, nossos sentidos serão afetados, dolorosamente afetados, nosso espírito se afligirá com a desordem, e pensará: ISSO É BÁRBARO! (Bárbaro de bruto mesmo)

Eu: - Eu discordo. Acho muito chato ter sempre o mesmo jeito de voltar pra casa, sem a possibilidade de mais outros dois ou três caminhos. Acho chata a retidão das ruas, sem um beco que apareça do nada ou uma ladeira linda e imensa que de pra ver lá embaixo os moleques soltando pipa. Acho chato não me deparar de repente com uma rua de paralelepípedos ou uma curva que dê numa via sem saída. Definitivamente, acho chata a retidão da cidade planejada.

Le Corbusier: -Minha filha, o homem caminha em linha reta porque tem um objetivo, sabe aonde vai. Decidiu ir a algum lugar e caminha em linha reta porque é inteligente. Já a mula ziguezagueia, vagueia com cabeça oca e distraída, evita os grandes pedregulhos, busca a sombra, empenha-se o menos possível.

Eu: -Pois então meu senhor, que vivam as ruas desenhadas pelas mulas! Onde possa se vagar com a cabeça oca e distraída! A mula é um flâneur!!!


Escrito por Cris às 22h57
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Nada é definitivo...

Pois é, nada é definitivo, nem a nova cara do blog.
Eu preciso de opiniões, (não sou zen budista, me importo com a opinião alheia, c'est la vie), então, digam, digam se esse novo "lay out" é melhor que o outro. Sinceramente, eu mesma não tenho ainda opinião formada sobre o assunto.
Ser ou não ser, eis a questão...


Escrito por Cris às 23h31
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