Roberto Justus entrevista São Francisco de Assis.

Ontem fiquei imaginando como seria uma entrevista de emprego de Roberto Justus com o Santo dos pobres. Acho que seria mais ou menos assim:

Justus: -Meu caro São Francisco de Assis, em primeiro lugar preciso lhe dizer que para se apresentar em uma entrevista de empregos uma pessoa deve vir muito bem vestida. Me desculpe, mas o senhor está vestindo trapos!

S. Francisco: -Bem, meu filho, o homem deve viver apenas do espírito...

Justus: -Na, na, ni, na, não! Nem me venha com essa conversinha! Vamos aos fatos. O senhor não acha que poderia ter gerado mais lucros para sua causa se tivesse objetivado um plano de ação visando pagamentos de dízimos e taxas? E o senhor não acha que foi péssima idéia abrir mão de toda a herança de seu pai rico e sair andando nú pelas ruas da cidade?

S. Francisco: -Meu filho, olhe os pássaros nos campos, eles...

Justus: -Nãooooo, nem me venha com essa filosofia neo-budista, estamos aqui pra falar de lucros, metas, bolsa de valores.

S. Francisco: -Os pássaros são as mais belas criaturas de Deus e no entanto não se preocupam com o luxo...

Justus: -Vejo que realmente não dá pra falar com o senhor. Lamento São Francisco de Assis, mas o senhor está demitido!



Escrito por Cris às 23h04
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Imagem.

Muita coisa pra escrever, muita coisa pensada, mas muita preguiça de colocar tudo em palavra.
Por isso desenhar é tão bom. E é bem sobre isso que andei lendo dias atrás em um outro blog, www.complexidadeecontradicao.blogspot.com. Aliás, blog muito bom, mas de um autor complexo. Em um dos posts ele escreveu sobre o fato das imagens nunca falarem por si, segundo ele as imagens sempre falam por outra coisa. O post do moço é muito bom e por isso vou citar parte aqui: "Não percebo a insistência. Mas falam por si porquê? A imagem fala sempre por outra coisa. Que não pode falar por si, recorrendo por isso aos serviços da imagem. A imagem é um meio, um modo, um transporte. O que carrega é que importa. A imagem nunca tem nada a dizer, só a comunicar. A imagem não pode falar por si, porque se falasse por si estaria sempre a dizer a mesma coisa".
Enfim, enfim, enfim, eu entendo o que ele diz, e em termos, concordo. Imagens certamente tendem a dizer sempre algo que antes foi dito por palavras, escritas ou faladas, isso é fato. Mas, em arte, que é o que me interessa porque é aí em que me situo, esse fato pode ter duas caras, por exemplo: Tunga, artista plástico contemporâneo, brasileiro. Expõe um monte de tigelas de vidro numa sala de galeria escura, coisa literalmente pra francês ver. No meio da performance, Tunga o artista plástico contemporâneo, tira do bolso um martelo e começa a quebrar em pedaços as tigelas de vidro. O público atônito comenta: "ohhhhh"! Tunga então explica para a TV o que pretendia com a mega super intalação performática dizendo um punhado de palavras confusas, que deixariam até Sartre tonto. A imagem da "obra de arte" de Tunga não diz nada. Fala apenas o que as palavras de Tunga mal disseram, ou seja, aquela imagem é completamente dependente de outra coisa.
Em um outro oposto bem distante um quadro de Monet não precisou, nem precisa, que o autor volte das cinzas ou dos ossos pra explicar o que pretendia. A imagem das obras de Monet, Basquiat, Bazelitz, Lina Bo Bardi ou Maurício Azeredo não precisam de palavras. Elas não falam por outra coisa, nem pelo autor. Elas falam por si só.
Enfim, acho que escrevi demais, melhor voltar a desenhar.

Escrito por Cris às 23h07
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Ainda é a caneta Bic.

Se me hacía tarde, ya me iba, siempre se hace tarde en la ciudad. Hoy compré revistas en el metro, no pensaba en nada, nada más. Y caí que, al fin, esto es un juego, todo empieza siempre una vez más. Y a rodar, a rodar, a rodar, a rodar mi vida, Yo no sé donde vás, pero tan poco creo que sepas vos. Y a rodar, a rodar, a rodar, a rodar...Y a rodar, a rodar...

Y a rodar, a rodar, a rodar, a rodar...Y a rodar, a rodar, a rodar, a rodar...


Escrito por Cris às 23h05
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Camões anda andando....

Camões tem andado olhando pra baixo demais. As vezes olha pra cima, mas aí é só pra se lamentar. Ai, Camões...



Camões vive em meio a dramas que ele mesmo cria. Tudo em sua vida é dramático, sua existência é um fado, e ele gosta que seja assim.

Escrito por Cris às 12h39
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Caneta Bic.

Todo mundo já ouviu a velha frase: "Uma imagem vale mais que mil palavras". Pois é, hoje começo a postar aqui no blog uma série de desenhos que andei fazendo à Bic.
Bic e papel, combinam tão bem quanto leite e ovo maltine.


Enfim férias.

Escrito por Cris às 22h32
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A professora de Yoga já disse: " Você é uma menina hiperativa!"

Já é questão de bom senso. Há alguns posts atrás o Ego Confession fazendo juz ao nome confessou meu caráter super hiper ativo. E hoje eu tive a certeza que é urgente (mais do que urgente) que eu me torne medianamente, razoavelmente, minimamente uma pessoa zen. À tarde eu queimei, estraguei, mandei pro espaço o scanner, e amanhã poderá ser algo mais sério. Afinal, qual o segredo pra se ler com calma, serenidade e principalmente se compreender um manual de instruções de instalação?
PS: meu lado " Seinfeld" salvará meu scanner? Será?
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Piegas. E daí?

Uma vez um amigo me disse que achou piegas demais um poeminha que eu escrevi e publiquei no blog sobre o Top, meu cachorro branco. O Top já se foi, está lá no céu dos cachorros brancos. E o tal poema eu escrevi no dia em que ele partiu. Hoje bateu saudade, então eu republico aqui a tal pieguisse. Gosto mais ainda da foto. O Top merecia todos os poemas caninos do mundo.


Top, cachorro branco.
(20 de julho de 2001)
Hoje talvez pro resto das pessoas da casa você faça parte de um passado esquecível. Mas eu sinto saudades. Hoje seu cantinho está vazio e quando eu passo por ele eu ainda penso em te chamar. E no silêncio da noite eu já não ouço sua vigília. Nem proteção. Hoje talvez pro resto das pessoas da casa você já não exista. Mas pra mim você faz parte de cada canto que criou. Hoje eu não posso te dar meu carinho. Nem me encostar na sua cabecinha como eu fazia. Mas quando eu me lembro da infância você foi criança comigo. Hoje a sua fidelidade te fez inesquecível. Cachorro branco, descansa tranquilo.


Escrito por Cris às 01h13
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Tive um pesadelo, culpa do Amyr Klink.

Ontem: De madrugada na TV um homem conta a história medonha de ter passado, em 1984, 3 meses sozinho em um barquinho de 5x2 no meio do oceano. Ele atravessa o Atlântico, vindo da África ao Brasil. Homem louco. Fiquei então imaginando a cena, ele sozinho no meio da noite e do mar sem fim. Misturei a cena a algumas histórias que já li sobre os navegadores do passado. Tive um pesadelo. Nunca mais quero ver esse Amyr Klink falar na TV.

Mar sem fim

Existem alguns nomes no nosso subconsciente que não sabemos ao certo nada a respeito. No meu existem vários e Amyr Klink era um deles. Antes de receber alguns ataques, lamento, mas é verdade, entretanto deixou de ser. Parei ontem de zapear quando vi Klink na TV contando sobre os navegadores portugueses do passado. Essa já é uma história que me fascina, com Camões, Pessoa e tudo que tenho direito. Aliás, é ridículo que os brasileiros não valorizem e não aprendam sobre isso na escola, lamentável...c'est la vie. Klink conta sobre os navegadores lusos como quem passou a vida lendo sobre isso e foi assim que ele aprendeu tudo sobre navegação. Pois bem, essa é uma daquelas minhas empolgações, e portanto, pretendo ler rapidamente o livro de Amyr Klink, Mar sem fim, que começa com um poema de Pessoa: "E ao imenso e possível oceano/Ensinam estas Quinas que aqui vês/Que o mar com fim será grego ou romano/O mar sem fim é português." E termina com Klink "Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. O mar sem fim agora é brasileiro."

Escrito por Cris às 18h44
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Pois bem então...

Existe tanta gente falsa no mundo. O problema é aprender a conviver com essa gente ou ignorar. Se ignora não convive, se convive não ignora, se não ignora leva um susto. Gente falsa corre pela enxurrada, surge de trás da prateleira do supermercado, numa ligação telefônica, num e-mail, no semáforo, enfim, aparecem do nada e a gente não precisa procurar. Que medo, os falsos estão por aí.

Escrito por Cris às 23h42
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Roberto Justus entrevista Vincent Van Gogh.

Fiquei imaginando hoje como seria uma entrevista do Roberto Justus com Van Gogh. Acho que seria no mínimo assim:

Roberto Justus: -Pois bem, por que o senhor cortou a orelha?
Van Gogh: "- Não sei! Não sei!" Responde Van Gogh, nitidamente nervoso e passando as mãos compulsivamente sobre a cabeça.
Roberto Justus: -Escuta, nós não estamos aqui para falar com pessoas fracas, por que você não encontra sua arte? Por que é um sofredor? Por que cortou a própria orelha?
Van Gogh: -Foi o Gauguim!!! Ele me deixou nervoso, eu tinha feito os girassóis pra ele...Depois eu bebi e...
Roberto Justus: -Não interrompa meu raciocínio, você pintou os quadros pra serem expostos e gerarem lucros ou por seu simples e bel prazer?
Van Gogh: "-Eu...Só queria pintar, mas eu tinha que pagar minhas dividas com meu irmão Téo. Eu sou um perdedor!" Responde Van Gogh, claramente agitado e fazendo o movimento da prece muçulmana.
Roberto Justus: -Você é um fraco! Só gerou lucros depois de morto! Sinceramente, um homem como você não pode trabalhar nas minhas empresas, você definitivamente não sabe objetivar metas. Portanto Van Gogh, você está demitido!

Escrito por Cris às 23h14
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Egos do Passado
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